ESMO 2019 com apresentações de estudos importantes na área do cancro da mama

ESMO 2019 com apresentações de estudos importantes na área do cancro da mama

O ESMO Congress 2019 foi palco de "apresentação de estudos muito importantes na área do cancro da mama e que terão impacto na prática clínica", alguns dos quais foram conhecidos durante o Presidential Symposium II que a Dr.ª Fátima Cardoso presidiu. Em declarações à News Farma, a médica fez um resumo de alguns desses estudos e possíveis implicações.

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De acordo com a Dr.ª Fátima Cardoso, dois dos estudos apresentados na sessão presidencial referem-se "ao cancro da mama hormonodependente, relacionados com as apresentações dos resultados de sobrevida global de dois inibidores das ciclinas" - ensaios MONARCH 2 que avaliou o abemaciclib e MONALEESA-3 que avaliou o ribociclib. "Ambos produzindo benefícios substanciais não só em progressão livre de doença, mas também em sobrevida global", explicou. "Isso é fundamental, na minha opinião, para posicionar estes medicamentos como o novo standard of care". Quando um medicamento no cancro da mama avançado “dá um benefício de vida na ordem dos 9 meses […] temos que lutar para que todos os nossos doentes possam ter acesso”.

A sessão presidencial focou-se ainda em resultados com Imunoterapia e inibidores de PARP. "Foi apresentado o primeiro estudo de Imunoterapia para o cancro da mama precoce", mais concretamente para o cancro da mama triplo negativo precoce. O estudo KEYNOTE-522 avaliou a administração de quimioterapia e pembrolizumab em neoadjuvante e posteriormente pembrolizumab ou placedo em adjuvante. "Este estudo é muito importante porque é o primeiro que mostra que poderá haver um subgrupo de doentes que, em situação precoce, poderá beneficiar de Imunoterapia", afirma a Dr.ª Fátima Cardoso. Os resultados do endpoint primário a curto tempo – taxa de resposta completa patológica – mostram uma diferença de mais de 10%, beneficiando a administração de pembrolizumab. “Isto só por si não é suficiente para transformar o tratamento em standard of care”, explicou a especialista, referindo, todavia, que os resultados preliminares do endpoint primário a longo tempo – event free survival – “apontam já um trend para um benefício”. A Dr.ª Fátima Cardoso relembrou que “precisamos de mais follow-up para sabermos se vai traduzir-se num benefício clínico significativo em termos de event free survival”. Adicionalmente, chamou a atenção de que, “apesar deste medicamento ser globalmente bem tolerado, tem a possibilidade de ter efeitos laterais graves e que podem permanecer para a vida e estamos a falar de uma situação curável e, portanto, aqui o equilíbrio é muito importante”.

quarta-feira, 02 outubro 2019 10:35
Expert Insight


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